Julgando os críticos ou criticando os juízes?

julgar

Por Jonara Gonçalves

Tem sido extremamente intrigante a forma como se tem atacado os chamados “críticos”. Toda vez que encontramos algo em desacordo com a biblia e protestamos, somos criticados por julgar ou somos julgados por criticar. É uma questão de lógica: Quem julga quem critica, logo, é um juíz. E quem critica o que julga, logo, é um crítico.

Somos sempre barrados com as mesmas respostas:

“ – Cuidado! Não fale do ungido de Deus!” (Como se nós não fôssemos ungidos, ou seja, eles julgam que não somos ungidos).

“ – Não fale dessa forma, pois isso é falar contra o Espírito Santo, o que é blasfêmia, e este pecado não tem perdão.” (Esta bate o record! Eles creem que todo mover “retetense” é do Espírito, e julgam que blasfemamos).

“ – Você não tem mais o que fazer? Vai cuidar da sua vida e pare de falar dos outros!” (Dá vontade de rir! Ora, quem tem muito o que fazer, não tem tempo pra ler o texto do blog, nem para falar da vida “desocupada” do autor).

“ – Eu creio que Deus age como quer e quando quer. Por isso não julgo!” ( Uai! Subentende-se que somos uns néscios sem discernimento, porque “julgamos” não ser de Deus algo que procede dele. Além disso, eles julgam que Deus age como quer, mesmo que para isso ele tenha que conflitar com a sua própria Palavra).

Estas são algumas de várias respostas que recebemos, e todas com o mesmo denominador comum: Somos aqueles que temos o tal “ministério da crítica” e deveríamos cuidar de nossas vidas, deixar de julgar os “movimentos espirituais” e os “ungidos” de Deus. Mas será que a coisa é mesmo assim?

Em 1 Coríntos 6.2-3, Paulo nos respalda afirmando que se iremos julgar os anjos, quanto mais as coisas deste mundo!

“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?”

Ele também nos ensina que quando somos julgados é porque somos repreendidos pelo Senhor para não sermos condenados com mundo:

“Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” (1Co 12:33)

Mas creio que tais versículos não foram lidos ainda por muitos. Aliás, a Primeira Epístola aos Coríntios, aquela que fala da ordem nos cultos, do ensinamento sobre os dons e sobre a permissão de julgar, está desaparecendo das bíblias modernas.

A bíblia também ensina que além do dom de discernir os Espíritos (1Co 12:10), temos um discernimento próprio vindo da Palavra Viva e Eficaz de Deus, que nos faz saber tanto as intenções do coração, como o bem e o mal. (Hb 4:12; 5:14)

Com base em tudo o que é bíblico, e já com meu “ministério de crítica” a flor da pele, deixo aqui minhas críticas aos que me julgam e meus julgamentos aos que me criticam: Eles que se dizem tão santos, mas que nem ao menos são capazes de discernir os espíritos, a lógica dos dons e heresias pregadas, estão cegados pelo ilusionismo, ensurdecidos pelos gritos, mantras e euforias de um culto irracional. E assim, cegos, surdos e iludidos, sequer podem compreender o absurdo das suas premissas, caindo em óbvia contradição, julgando os críticos e criticando os juízes.

***
Jonara Gonçalves é Bacharel em Teologia, missionária e edita o blog Mulher Adoradora
Via: Púlpito Cristão

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2 Comentários

Arquivado em Crítica, Desabafo

2 Respostas para “Julgando os críticos ou criticando os juízes?

  1. Carlos Roberto

    NÃO JULGUEIS…
    CRITICAR PODE?

    “NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADOS. POIS, COM O CRITÉRIO COM QUE JULGARDES, SEREIS JULGADOS E COM A MEDIDA COM QUE TIVERDES MEDIDO, VOS MEDIRÃO TAMBÉM”
    Mateus 7: 1 e 2

    O texto usado precisa ser olhado dentro de contextos que começam afirmando: “Somente deveis portar-vos DIGNAMENTE conforme o EVANGELHO de Cristo…” – Filipenses 1:27. Não podemos utilizar a humildade para “escondermos” coisas que contrariam princípios estabelecidos nas Escrituras. A exortação de Paulo é clara quando recomenda um comportamento digno fundamentado nos Evangelhos, o que tem sido um peso para muitos hoje, afinal aceitar como práticas que violam o culto e a relação de intimidade do homem com Deus tornou-se uma prática comum hoje e quando alguém “CRITICA” logo vem a idéia de que este está querendo ser melhor que os demais. A coisa não é bem assim, precisamos tem coragem para apontarmos os erros sim, afinal o Evangelho a cada dia está sendo “ridicularizado”, sendo usado para “fins comerciais” enquanto milhões estão sendo enganados por uma religiosidade vazia e sem compromisso com Deus.

    O Evangelho precisa ser respeitado, precisa voltar as origens e resgatar a sua “CREDIBILIDADE”, do contrário… A Bíblia diz: “Tudo que é honesto, tudo que é verdadeiro, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama…” – Filipenses 4:8. Tudo isto está sendo deixado de lado dando lugar a uma religiosidade formalista voltada para o “materialismo provinciano” e a satisfação das necessidades do corpo e não da alma.

    A questão é que quando a “RAZÃO” é evidente não há como contestá-la ou abandoná-la, até porque seria omissão e ela por si só é pecado. Os fracos “escondem-se” ou “recusam-se” a manifestar as suas posições, muitos por comodidade outros por falta de firmeza nos argumentos. Não acreditar que somos o melhor, é ver que o melhor está sendo distorcido – no caso da religião – para atender a interesses que não contribuem para o fortalecimento do Reino de Deus.

    “CRITICAR”, quando envolve questões de fé, em hipótese alguma significa se “IMPOR” como maioral, sabichão ou como superior, antes, demonstra coragem já que o que está em jogo envolve a coisa mais preciosa para Deus, a alma do cidadão.

    Parece, pelos rumos que o cristianismo tomou, que ninguém pode mais fazer qualquer “CRÍTICA” a comportamentos distorcidos, a práticas não recomendadas ou a regras institucionais religiosas, pois estaria querendo se sobrepõem sobre os demais mesmo que tais situações estejam comprometendo a verdade imutável registrada na Bíblia Sagrada. E como os líderes “evangélicos” têm medo de serem criticados, alguns inclusive ameaçam recorrer à justiça para se verem livres de comentários que não lhes agradem. Esclareço que “EVANGÉLICOS” no caso, engloba no meu conceito, todos os que vivem da exploração materialista e comercial da fé hoje.

    O texto trata da humildade, mas “não proíbe” ou faz qualquer alusão a não fazermos “CRÍTICAS” contra atos que fujam do estabelecido nos ensinos apostólicos. Se não há um comportamento digno, se não há respeito ao Evangelho, se não há fidelidade no que é pregado é obvio que alguém precise levantar a voz e questionar os interesses e os objetivos de quem assim comporta. O contexto nos recomenda que: “Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem “ESCÂNDALO” algum…- Filipenses 1:10. Se há comportamento que evidencia “ESCÂNDALO” ou algo semelhante obviamente que alguém irá condenar o que não significa superioridade, mas RESPONSABILIDADE.

    Diante de toda esta celeuma envolvendo o meio “evangélico” fica evidente que a “crítica” é necessária para coibir a ação de aventureiros, exploradores e de mercenários que hoje vivem unicamente na busca frenética de aumentarem seus impérios religiosos, de mostrarem quem é o maior e que tem mais “PODER(?)” para resolverem os “PROBLEMAS DOS OUTROS”, já que os seus eles não têm capacidade para tal… A briga religiosa e a disputa com a concorrência é até imoral.

    Carlos Roberto Martins de Souza
    crms2casa@otmail.com

  2. Lucas

    quero que se fodam esses criticos

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