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O evangelho que vivemos é o evangelho que Jesus viveu?

Vivo me perguntando isso! Porque se o Evangelho que vivemos é o mesmo que Cristo viveu, tem algo errado comigo, porque o que vejo não condiz com o que leio nas Escrituras Sagradas.

Quando leio a Bíblia, vejo Jesus se relacionando frequentemente com ímpios (não crentes), andando com prostitutas (sem praticar prostituição), sentando e comendo com publicanos, evangelizando seu nenhum pudor e pregando a graça escandalosamente.

Certa feita, Ele transformou água em vinho, mas hoje o Evangelho diz que não se pode tocar em álcool. Noutra oportunidade, Ele se alegrou com pessoas que não professavam o mesmo credo dEle. Ele tocava em gente discriminada pela sociedade e os socorria nas suas necessidades sem esperar nada em troca, mas o Evangelho hoje diz que se nos misturarmos com gente que vive a margem da sociedade, nos tornaremos “farinha do mesmo saco”.

O Evangelho que Jesus vivia, dava contra as portas do inferno e as portas do inferno não resistiam, mas o Evangelho que vivemos hoje suporta os ataques infernais é o inferno que dá contra as portas da igreja e nós “bravamente” resistimos.

No Evangelho que Jesus vivia o indivíduo pensava primeiro na comunidade, mas hoje pensamos, como diz o adágio, a filosofia de “farinha pouca, meu pirão primeiro”. No Evangelho de Jesus o amor era a tônica, mas hoje amor é secundário o importante é manter a igreja cheia e os gasofilácios transbordando. No Evangelho de Jesus, simplicidade era um estilo de vida, mas hoje acumular riquezas é mais do que necessário, é imperativo.

Pois é, ainda dizem por aí que é tudo igualzinho a Igreja primitiva, e que foi só o tempo que passou, mas na realidade estamos a léguas de distância do Evangelho de Jesus e vivemos abraçadinhos com o Evangelho dos evangélicos.

Fonte: [ Púlpito Cristão ]

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A “igreja” que matou Jesus

A igreja que matou Jesus preferiu conviver com um marginal e assassino do que com Jesus.
A igreja que matou Jesus também matou os profetas.
A igreja que matou Jesus era religiosa.
A igreja que matou Jesus convivia com Ele, mas não o conhecia.
A igreja que matou Jesus era hipócrita.
A igreja que matou Jesus fazia do templo e da Palavra, comércio.
A igreja que matou Jesus envolveu-se com a política da época.
Na igreja que matou Jesus havia podres e sujeiras.
Na igreja que matou Jesus a última palavra era dos poderosos, os santos sumo sacerdotes.
Na igreja que matou Jesus a comunhão era fingida. O amor, discursivo.

Os religiosos da igreja que matou Jesus diziam-se santos, vestiam-se adequadamente, davam o dízimo, mas estavam prontos a apedrejar a pecadora.
A igreja que matou Jesus foi a igreja dos cidadãos da alta sociedade judaica, mas se assegurou de manter os marginalizados à margem.
A igreja que matou Jesus não frutificava.
Na igreja que matou Jesus havia muita reverência – aos homens – , mas poucos homens-referência.
Na igreja que matou Jesus vivia-se uma verdade inventada, dogmática.
Na igreja que matou Jesus a misericórdia tinha preço “$”.
A igreja que matou Jesus cumpria a Lei, mas desconhecia a Graça.
A igreja que matou Jesus ignorava Sua voz, mas orava em voz alta.
A igreja que matou Jesus tinha tanta convicção em suas verdades que o mataram.
A igreja que matou Jesus nem chegou a ser chamada de Igreja, mas ainda existe.
Você a conhece?

Por Jéssica Mara | @jessy_mara

Via [ Tomei a Pílula Vermelha ]

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Finalmente Larguei as DROGAS

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por Alessandro Monteiro

Passados alguns meses do inicio do tratamento, vejo agora como foi difícil essa libertação! Estava impregnado em tudo que eu tenho. Na minha visão, nas minhas roupas, nos pensamentos, no linguajar e até mesmo na forma de agir para com Deus.

Sabe quando você faz algo que sabe que é errado, mas mesmo assim está tão envolvido que não consegue largar? Essa é a força do vício! Ele gruda em você e não te solta tão fácil… Ele te persegue nos sonhos, mesmo quando você sonha acordado. Faz você falar mentiras e convencer outras pessoas que as mentiras que você conta é a verdade absoluta! Faz você esquecer que há apenas uma verdade.

Você fica cego e só ouve o que os que se dizem sábios falam… Conselhos de que se você continuar nesse ritual conseguirá chegar onde você quer… Mesmo você não tendo certeza de onde quer chegar! Essa droga toma conta da sua vida e então você nada mais é do que um fantoche nas mãos dela.

Mesmo assim com tantas coisas ruins, ser um drogado não é a pior parte… A desintoxicação deixa você maluco! Com os pensamentos embrulhados! Com os valores misturados num pensamento de culpa e alívio! Às vezes ainda dá para sentir o peso das cadeias.

A reabilitação é um tanto complicada… Ver todas aquelas pessoas que ainda são viciadas… Que olham para mim e perguntam: “- Não vai?” ou “- Você viu como é bom aquele novo?” e te olham com uma cara de carrasco quando você diz que não cai mais nessa.

Finalmente fui livre! Jesus me libertou com sua verdade! Estava tudo ali… Era somente ler e pedir para entender… Mas ainda tenho um pedido a fazer a Deus… Que interceda! Que traga até aqui um milagre e livre meus irmãos desse vício chamado GOSPEL!

“O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” João 14:17

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O dinheiro evangélico

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O dinheiro evangélico virou mandinga de crente, está para além das necessidades econômicas e se mistificou de tal forma na pós-modernidade que até culto em seu favor já existe. O dinheiro está no centro da vida religiosa ocidental, e assim como Aristóteles sentenciou que os homens são convencidos por considerações de seus interesses, o dinheiro não é apenas objeto de interesse dos pajés, mas é alvo constante dos fiéis convencidos ou não. Em suma, o dinheiro é o deus evangélico.

Contudo, pra não ficar em apenas um parágrafo, quero pensar um pouco mais com você a respeito deste assunto intrigante para a religiosidade cristã capitalista. A vida neste mundo de cá se resumiu na busca de um bom emprego para alcançar uma boa moradia e um bom carro. Os filhos, por exemplo, não são mais educados para o casamento, e sim, para o primeiro emprego. As faculdades estão lotadas de jovens que na sua maioria não serão éticos em sua profissão, pois estão simplesmente interessados na rentabilidade que o curso lhe proporcionará.

Esta mentalidade medíocre tem sido corroborada pelos espaços religiosos que eficazmente desafiam seus membros para lutarem e se esgoelarem em busca da prosperidade financeira. O que deveria ser um espaço de confronto e oposição a esta realidade vem se conformando e pecavelmente se amoldando à mesma realidade. Os templos da religião deveriam ser oportunidades de escape e refrigério num mundo que incansavelmente tem escravizado e desfigurado pessoas a viverem além da lógica da sobrevivência. É insano sacrificar o ser em detrimento do ter.

E o pior, se não bastasse toda essa bagunça desenfreada pelo ter, não se contentam em vender apenas suas consciências, mas vendem também o próprio Cristo. Humberto de Campos, talvez profano para muitos, em sagradas palavras bem disse que “Jesus está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões de ouro amoedado. E os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lO.” É triste o fato de ter que aceitar a idéia de que tudo isso acontece debaixo dos nossos olhos e nada fazemos para mudar.

Se não houver uma mudança radical de valores e princípios para um viver consciente, certamente o mundo será pequeno para tanta ganância, e talvez, quando a última árvore tiver caído, o último rio secado, o último peixe pescado, vocês entenderão que o dinheiro não se come! Arrependei-vos, pois, o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Amém!

***
Fonte: Solomon, Via Púlpito Cristão

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Julgando os críticos ou criticando os juízes?

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Por Jonara Gonçalves

Tem sido extremamente intrigante a forma como se tem atacado os chamados “críticos”. Toda vez que encontramos algo em desacordo com a biblia e protestamos, somos criticados por julgar ou somos julgados por criticar. É uma questão de lógica: Quem julga quem critica, logo, é um juíz. E quem critica o que julga, logo, é um crítico.

Somos sempre barrados com as mesmas respostas:

“ – Cuidado! Não fale do ungido de Deus!” (Como se nós não fôssemos ungidos, ou seja, eles julgam que não somos ungidos).

“ – Não fale dessa forma, pois isso é falar contra o Espírito Santo, o que é blasfêmia, e este pecado não tem perdão.” (Esta bate o record! Eles creem que todo mover “retetense” é do Espírito, e julgam que blasfemamos).

“ – Você não tem mais o que fazer? Vai cuidar da sua vida e pare de falar dos outros!” (Dá vontade de rir! Ora, quem tem muito o que fazer, não tem tempo pra ler o texto do blog, nem para falar da vida “desocupada” do autor).

“ – Eu creio que Deus age como quer e quando quer. Por isso não julgo!” ( Uai! Subentende-se que somos uns néscios sem discernimento, porque “julgamos” não ser de Deus algo que procede dele. Além disso, eles julgam que Deus age como quer, mesmo que para isso ele tenha que conflitar com a sua própria Palavra).

Estas são algumas de várias respostas que recebemos, e todas com o mesmo denominador comum: Somos aqueles que temos o tal “ministério da crítica” e deveríamos cuidar de nossas vidas, deixar de julgar os “movimentos espirituais” e os “ungidos” de Deus. Mas será que a coisa é mesmo assim?

Em 1 Coríntos 6.2-3, Paulo nos respalda afirmando que se iremos julgar os anjos, quanto mais as coisas deste mundo!

“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?”

Ele também nos ensina que quando somos julgados é porque somos repreendidos pelo Senhor para não sermos condenados com mundo:

“Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.” (1Co 12:33)

Mas creio que tais versículos não foram lidos ainda por muitos. Aliás, a Primeira Epístola aos Coríntios, aquela que fala da ordem nos cultos, do ensinamento sobre os dons e sobre a permissão de julgar, está desaparecendo das bíblias modernas.

A bíblia também ensina que além do dom de discernir os Espíritos (1Co 12:10), temos um discernimento próprio vindo da Palavra Viva e Eficaz de Deus, que nos faz saber tanto as intenções do coração, como o bem e o mal. (Hb 4:12; 5:14)

Com base em tudo o que é bíblico, e já com meu “ministério de crítica” a flor da pele, deixo aqui minhas críticas aos que me julgam e meus julgamentos aos que me criticam: Eles que se dizem tão santos, mas que nem ao menos são capazes de discernir os espíritos, a lógica dos dons e heresias pregadas, estão cegados pelo ilusionismo, ensurdecidos pelos gritos, mantras e euforias de um culto irracional. E assim, cegos, surdos e iludidos, sequer podem compreender o absurdo das suas premissas, caindo em óbvia contradição, julgando os críticos e criticando os juízes.

***
Jonara Gonçalves é Bacharel em Teologia, missionária e edita o blog Mulher Adoradora
Via: Púlpito Cristão

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O GIGANTE CORDEIRINHO SEMELHANÇAS E COINCIDÊNCIAS

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Desde criança sempre gostei de circo, quando passava um carro anunciando a chegada de uma nova companhia circense eu ficava atento para não perder a estréia do espetáculo. De todos os números um me chamava a atenção, o do “elefante”. Aquele paquiderme enorme seguindo à risca as ordens de seu treinador sem se preocupar com a platéia que assistia a tudo com muita atenção. Curioso, procurava saber como eles eram preparados e vez por outra pegava o pessoal do circo de surpresa, aprontando o animal. Quer saber como se treina um elefante de circo? É incrível como os domadores conseguem convencer um animal daquele tamanho, pesando toneladas, com uma força bruta e segundo os cientistas um dos animais mais inteligentes a fazer aqueles números circenses, mas não é muito difícil de explicar. Quando o animal ainda é muito novo, eles o pegam e o prendem a uma grande e forte corrente em uma estaca e ai o animalzinho vai tentar por várias vezes se livrar da corrente e escapar, mas após tantas tentativas frustradas ele simplesmente se convence de que é impossível, está preso ali pra sempre, então os tratadores o prendem com uma corda e conforme o tempo passa, podem até mesmo deixá-lo solto que ele não vai fugir! Toda vez que ele obedece a um comando e realiza uma tarefa ele é recompensado com uma “BALA DOCE”. É isto mesmo! Por que ele não foge? Porque ele, condicionado, “sabe” que não pode; que não consegue, apesar de ser jovem ou adulto e poder destruir o circo se quiser, ele acredita que não tem esse poder porque foi condicionado a pensar assim e assim viverá para sempre como um “elefante de circo”. Jamais colocará à prova sua força mesmo estando livre.

Para minha surpresa, eu assistia a um programa na “RIT” – que não é hábito meu, pois não gosto de porcaria – da IIGD – Igreja Internacional da Graça de Deus, no Rio de Janeiro, aquela mesma do “SHOW DA FÉ” e o Pastor(?) diga-se ”animador de auditório”, fazia a chamada para a “Campanha da Bala Doce” que aconteceria no domingo, 24 de maio de 2009 e aí a ficha caiu, me veio a mente com exatidão o espetáculo circense onde o ELEFANTE era recompensado com “uma bala”. Percebi logo a similaridade nas duas situações, no circo um “animal” era agraciado, na IIGD seria literalmente o “povão”. O que me chamou a atenção é que o produto ou as balas expostas e mostradas que seriam oferecidas eram as de pior qualidade sob todos os aspectos, a “economia à base da porcaria” estava mais uma vez consumada ao vivo. “Balas consagradas”, um despropósito, uma afronta e uma violência contra o povão, mas como balas são balas e atraem as crianças…

Esta é uma realidade insofismável, os crentes hoje estão se satisfazendo com as “balas doces” oferecidas nos templos, que foram transformados em verdadeiras lonas de circo, onde não faltam artistas, acrobatas, mágicos, equilibristas e animadores de auditório sem falar nos palhaços que compõem a platéia, que são um capítulo a parte. Por não conhecerem o poder que lhes foi confiado por Deus, e condicionados pelas “correntes” que foram atadas as suas vidas, os crentes se sentem satisfeitos com qualquer coisa que é ofertado a eles, como agrado vale até um cargo na diretoria, um ministério ou até mesmo um titulo de “obreiro”. Uma benção, uma promessa, uma cura de qualquer coisa, uma graça, uma “oração forte” e lá vai o animal resignado. O elefante, com toda a sua força, se adapta às circunstâncias porque é irracional, o que não podemos admitir em hipótese alguma é que pessoas que confessam a Cristo como Senhor e Salvador, que são dotadas de “livre arbítrio” e de inteligência, também possam se acomodar com as “migalhas” da ilusão espiritual servidas pelas lideranças religiosas hoje.

Isso muitas vezes acontece conosco. Vivemos acreditando em um montão de coisas que não podemos ter ou que não podemos ser; que não vamos conseguir simplesmente porque ainda somos “crianças espirituais” inexperientes e a corrente da “estaca religiosa” ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos passivamente o “sempre foi assim”. Dependemos dos “treinadores” religiosos, que com astucia e sagacidade usam o poder de persuasão para dominarem os seus comandados. Mas a única maneira de tentar algo novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes.

Os crentes verdadeiros foram revestidos de “poder” para realizarem obras que impactassem o mundo, no entanto o que se vê é o contrário, o mundo impactando a igreja com os seus produtos. Tem muito crente sendo tratado como elefante nos circos armados por picaretas que usam o picadeiro para dominarem as suas presas. As “casas de espetáculos” vão se expandindo, lonas são erguidas em todos os lugares e o que não falta é platéia para enchê-las até porque a religião está sendo movida exclusivamente a “shows”, e neste caso quem oferecer os melhores garante o maior publico e uma boa arrecadação. Todos correm sim, atrás de uma fatia no mercado da fé. As “balas” dos falsos milagres, das correntes poderosas, da tecnologia, do engano, da ganância, da ameaça, do lucro fácil, da prosperidade são distribuídas e consumidas livremente pelos freqüentadores dos circos que ficam extasiados e anestesiados com o que recebem em troca de comungarem as mesmas idéias dos donos das “companhias circenses”. Só lembrando que o “ingresso” deve ser pago antecipadamente em agências bancárias, de preferência do “Bradesco”.

A minha sugestão é que você faça uma análise profunda e detalhada do que está recebendo nas suas comunidades de fé, veja se não está sendo ludibriado com “balas” ou algo semelhante, pois o excesso de doce causa danos ao corpo podendo até matar. Pense no “ELEFANTE” do circo! Outra coisa, use a força e o poder que Deus lhe confiou, liberte-se das “cordas psicológicas espirituais” que os empresários religiosos lhe ataram, lembre-se que você já não é mais “criança” e, portanto tem o dever de agir como um adulto sob todos os aspectos e isto inclui a fé e as práticas religiosas. Cuidado! Os espertalhões na verdade correm atrás do lucro e para isto fazem qualquer negócio e as “balas”, por ser o carro chefe, não podem ficar de fora.

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele” – João 14:21.

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” – João 4:23.

Carlos Roberto Martins de Souza

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Prostitutos culturais

Por Pastor João de Souza filho
Eu estava tentando encontrar um adjetivo para qualificar os atuais cantores e pregadores que cobram elevadas somas em dinheiro para pregar ou cantar nas igrejas e em conferências promovidas por evangélicos, e achei que “mercador da fé” não é um adjetivo apropriado, porque é simples demais para nominar tais pessoas. Pois bem. Vejo esses exploradores da boa-fé evangélica como prostitutos cultuais – que é a tradução da versão atualizada – para os que se prostituíam junto aos templos pagãos e que depois passaram a se prostituir diante do templo do Senhor em Jerusalém. Porque os prostitutos (as) cultuais mencionados na Bíblia exploravam os que se dirigiam ao templo para adoração oferecendo-lhes um pouco de orgia – orgia sexual revestida de espiritualidade, como alguns desses a que me refiro que falam línguas, profetizam, oram pelos enfermos, são místicos e super espirituais. .. Mas orgiofantes (como os sacerdotes que prestavam culto a Dionísio).
Os prostitutos e prostitutas cultuais, comuns nos templos pagãos passaram a conviver com os adoradores junto ao templo de Jerusalém, indicativo de uma deformação espiritual da nação de Israel. Não estou afirmando que é comum tais pessoas se prostituir de verdade, em orgias sexuais; estou afirmando, isto sim, que sempre que uma pessoa se afasta de Deus, comete prostituição com outros deuses – fato mencionado pelo próprio Deus em várias passagens do Antigo Testamento. Em Ezequiel 16 ele compara Israel a uma menina, que é cuidada por Deus, adornada e preparada para ser esposa, mas se prostitui com os povos vizinhos.
Deus se antecipou ao que poderia acontecer e recomendou a Moisés: “Das filhas de Israel não haverá quem se prostitua no serviço do templo, nem dos filhos de Israel haverá quem o faça… Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor, teu Deus (Dt 23.17-18). O que se vê hoje no Brasil é uma orgia espiritual, uma masturbação coletiva praticada por cantores e cantoras, pregadores e pregadoras, que não conseguiram fazer sucesso no mundo e encontraram na igreja um filão de negócio; o caminho para o enriquecimento à custa da espiritualidade dos irmãos.
Imagine o Lázaro da Bíblia, que Jesus ressuscitou dos mortos gravando seu cd e saindo pelo mundo a pregar nas igrejas, usando os recursos para comprar bens e imóveis em Atenas, Roma e Jerusalém. Imagine Dorcas, relatando sua ressurreição e insinuando aos irmãos por onde pregava que precisava de dinheiro para comprar máquinas de costura a fim de ajudar os pobres com maior eficácia, lucrando com a bênção alcançada. Eles seriam excluídos do rol de membros do céu pelos apóstolos. Pois sei que esses excrementos espirituais – e não há palavra melhor para descrever tais pessoas – cobram preços exorbitantes para pregar e cantar. Eu estava numa cidade pregando o evangelho e em várias cidades daquele Estado os irmãos se mobilizavam para ouvir o ex (que deve ter fracassado no mundo) cujo preço varia de 20 a 35 mil reais por apresentação. Este cantor que explora a espiritualidade do povo deve ganhar, pelo menos, com a agenda cheia em torno de cem mil reais por semana! Sim, porque fazem sucessos os ex-, sejam ex de quaisquer espécies. Ex que tocou na famosa banda do mundo; ex- que se prostituía com drogas, mas agora se prostitui com dinheiro. Prostituem-se com a fé. Sim, porque quais prostitutos cultuais do AT usam da espiritualidade para fazer orgia com o povo com o fim de levar o povo a se alegrar, enquanto eles ficam ricos.
Uma denominação pentecostal nutriu, alimentou e criou um pregador que cobra o exorbitante preço de quinze mil reais por pregação e nunca tomou uma atitude corretiva e disciplinar quanto a seu enriquecimento e vida pessoal; ao contrário, alimenta o sucesso desse mercador de dons. Balaão se sentiria envergonhado!
Assim, quando viajo pelo Brasil sinto no ar o odor fétido que eles deixam por onde passam; o odor da prostituição espiritual, o cheiro nauseabundo que costumam exalar os espiritualmente mortos. Que se prostituem espiritualmente e que levem pastores, líderes e povo à prostituição com eles é inegável, e não é de se duvidar de que se prostituam literalmente em seus confortáveis quartos de hotel. Pregadores e cantores que fazem exigências incomuns; que não aceitam fazer uma refeição na casa de irmãos; apenas em restaurantes que servem a La Carte. Que não se contentam com os bons hotéis e se não houver os melhores, recusam-se participar de eventos a menos que suas exigências sejam atendidas.
Os culpados são os líderes que atraídos pela ganância financeira esperam obter lucros com os gananciosos. Certamente porque muitos pastores, apóstolos e líderes se prostituíram espiritualmente, empolgados com as riquezas deste mundo, sonhando com mansões no litoral brasileiro e nas famosas cidades dos Estados Unidos.
Que posso dizer? Afirmar que alguns desses pastores que apóiam tais cantores e pregadores, juntamente com estes sejam descendentes de Balaão – que se prostituiu e usou de seus dons para ensinar Balaque a armar ciladas para os filhos de Israel – seria ofender o profeta do Antigo Testamento, que por seu pecado foi morto por Josué. Quem sabe possuem o DNA de Judas, ou são da mesma linhagem espiritual que vendem o nosso Senhor em troca das benesses de Mamom. Pedro e Judas descreveram tais cantores, pregadores e pastores com adjetivos pouco recomendáveis, afirmando que estes “andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores…
Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco; tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça… Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas”Por mistificações o apóstolo está se referindo aos que usam dos dons espirituais para se sobrepor aos demais; eles têm dons, são místicos e falam como se uma nuvem de transcendência divina repousasse sobre eles.
Faz-se necessária uma limpeza na igreja, a Casa de Deus, como fizeram Asa e Josafá. Asa tirou de cena sua própria mãe e “removeu os prostitutos cultuais” que usavam o templo como local de prostituição. Josafá ainda precisou intensificar a reforma, porque, de tempos em tempos os aproveitadores da boa vontade do povo; os exploradores da espiritualidade das pessoas, tais como eram os filhos de Eli aparecem na igreja de Deus (1 Rs 15.12; 22.47).
Uma igreja rameira serve de alcova para os exploradores da espiritualidade do povo. E Deus haverá de limpar sua igreja.
***
Fonte: Site Pr. João A. de Souza filho via Genizah

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