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Bíblia Sagrada é: Palavra de Deus ou livro de opiniões?

Bíblia deturpada

EVANGELHO DESVIADO …

Paz aos santos, irmãos em Jesus Cristo. Tem momentos que Deus orienta para que ouçamos certas coisas para reconsiderar o que está sendo ensinado no meio evangélico, porque é do interesse do Corpo de Cristo. Há pessoas no meio cristão que se tornam publicamente conhecidas e com capacidade para influenciar pessoas por causa “exclusivamente” dessa posição de destaque, pois, sabemos que, não é pelo fato de a pessoa estar em posição de “aparente destaque” que deva ser exemplo a ser seguido, inclusive no meio evangélico (principalmente). No mundo temos esses exemplos quando “pessoas famosas” influenciam outras pessoas e temos o disfarce chamado “é a moda”, “é a onda”, MAS, para quem conhece a verdade da Palavra de Deus sabe que isso é “um espírito”. O meio evangélico tem recebido sutilmente “esse espírito”, “essa onda”, “essa moda” e, progressivamente, a Bíblia tem se transformado em “UM LIVRO DE OPINIÕES”, perdendo a posição de PALAVRA DE DEUS. Essa sutileza podemos ouvir quando algum apresentador evangélico, exemplo do Carlos Apolinário na rádio Musical FM 105.7, começa apresentar o seu evangelho pessoal sendo acompanhado e concordado por aqueles que estão com ele no programa. Dia 2 de junho de 2007, ouvi deles sobre o caso de um homem que, não querendo a gravidez da sua mulher, agrediu-a atingindo a região do útero e matou a criança. Para resumir, o que se afirmava “na opinião pessoal” deles é que “jamais iriam aceitar esse homem se fosse a mulher dele”. Poderia perdoar, MAS, aceitar conviver, NÃO. É aqui que vem a PALAVRA DE DEUS. Jesus, por mais terrível dor, por SUA GRAÇA, reconciliou a nós com Deus Pai, NOS ACEITANDO PARA MORARMOS COM ELE, enquanto não tínhamos nada, absolutamente nada em nós que fizéssemos por merecer tão grande perdão. QUEM SOMOS NÓS para ensinar, fora da Palavra de Deus, que “perdôo mas não aceito ao meu lado”? Na mídia, isso pesa a ponto de começarmos a ver nascer o “evangelho do Carlos Apolinário e outros”, porque “influencia aqueles que não conhecem a verdade da Palavra de Deus (A MAIORIA) e se espelham no homem público como “possível exemplo a ser seguido”. São homens falando conforme seus próprios juízos. Esse que eles condenaram Deus pode salvá-lo e os “julgadores” perderem a salvação. Isso é o que diz a Palavra de Deus em Mateus 7:21 em diante. Ninguém cria nada novo. TUDO JÁ ESTÁ ESCRITO. LEIA A BÍLBIA. … Paz ao seu coração.

Presbítero Sergio Luiz Brandão( texto retirado do endereço:www.blues.lord.nom.br(postado por Lauro Quadros)

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Prostitutos culturais

Por Pastor João de Souza filho
Eu estava tentando encontrar um adjetivo para qualificar os atuais cantores e pregadores que cobram elevadas somas em dinheiro para pregar ou cantar nas igrejas e em conferências promovidas por evangélicos, e achei que “mercador da fé” não é um adjetivo apropriado, porque é simples demais para nominar tais pessoas. Pois bem. Vejo esses exploradores da boa-fé evangélica como prostitutos cultuais – que é a tradução da versão atualizada – para os que se prostituíam junto aos templos pagãos e que depois passaram a se prostituir diante do templo do Senhor em Jerusalém. Porque os prostitutos (as) cultuais mencionados na Bíblia exploravam os que se dirigiam ao templo para adoração oferecendo-lhes um pouco de orgia – orgia sexual revestida de espiritualidade, como alguns desses a que me refiro que falam línguas, profetizam, oram pelos enfermos, são místicos e super espirituais. .. Mas orgiofantes (como os sacerdotes que prestavam culto a Dionísio).
Os prostitutos e prostitutas cultuais, comuns nos templos pagãos passaram a conviver com os adoradores junto ao templo de Jerusalém, indicativo de uma deformação espiritual da nação de Israel. Não estou afirmando que é comum tais pessoas se prostituir de verdade, em orgias sexuais; estou afirmando, isto sim, que sempre que uma pessoa se afasta de Deus, comete prostituição com outros deuses – fato mencionado pelo próprio Deus em várias passagens do Antigo Testamento. Em Ezequiel 16 ele compara Israel a uma menina, que é cuidada por Deus, adornada e preparada para ser esposa, mas se prostitui com os povos vizinhos.
Deus se antecipou ao que poderia acontecer e recomendou a Moisés: “Das filhas de Israel não haverá quem se prostitua no serviço do templo, nem dos filhos de Israel haverá quem o faça… Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor, teu Deus (Dt 23.17-18). O que se vê hoje no Brasil é uma orgia espiritual, uma masturbação coletiva praticada por cantores e cantoras, pregadores e pregadoras, que não conseguiram fazer sucesso no mundo e encontraram na igreja um filão de negócio; o caminho para o enriquecimento à custa da espiritualidade dos irmãos.
Imagine o Lázaro da Bíblia, que Jesus ressuscitou dos mortos gravando seu cd e saindo pelo mundo a pregar nas igrejas, usando os recursos para comprar bens e imóveis em Atenas, Roma e Jerusalém. Imagine Dorcas, relatando sua ressurreição e insinuando aos irmãos por onde pregava que precisava de dinheiro para comprar máquinas de costura a fim de ajudar os pobres com maior eficácia, lucrando com a bênção alcançada. Eles seriam excluídos do rol de membros do céu pelos apóstolos. Pois sei que esses excrementos espirituais – e não há palavra melhor para descrever tais pessoas – cobram preços exorbitantes para pregar e cantar. Eu estava numa cidade pregando o evangelho e em várias cidades daquele Estado os irmãos se mobilizavam para ouvir o ex (que deve ter fracassado no mundo) cujo preço varia de 20 a 35 mil reais por apresentação. Este cantor que explora a espiritualidade do povo deve ganhar, pelo menos, com a agenda cheia em torno de cem mil reais por semana! Sim, porque fazem sucessos os ex-, sejam ex de quaisquer espécies. Ex que tocou na famosa banda do mundo; ex- que se prostituía com drogas, mas agora se prostitui com dinheiro. Prostituem-se com a fé. Sim, porque quais prostitutos cultuais do AT usam da espiritualidade para fazer orgia com o povo com o fim de levar o povo a se alegrar, enquanto eles ficam ricos.
Uma denominação pentecostal nutriu, alimentou e criou um pregador que cobra o exorbitante preço de quinze mil reais por pregação e nunca tomou uma atitude corretiva e disciplinar quanto a seu enriquecimento e vida pessoal; ao contrário, alimenta o sucesso desse mercador de dons. Balaão se sentiria envergonhado!
Assim, quando viajo pelo Brasil sinto no ar o odor fétido que eles deixam por onde passam; o odor da prostituição espiritual, o cheiro nauseabundo que costumam exalar os espiritualmente mortos. Que se prostituem espiritualmente e que levem pastores, líderes e povo à prostituição com eles é inegável, e não é de se duvidar de que se prostituam literalmente em seus confortáveis quartos de hotel. Pregadores e cantores que fazem exigências incomuns; que não aceitam fazer uma refeição na casa de irmãos; apenas em restaurantes que servem a La Carte. Que não se contentam com os bons hotéis e se não houver os melhores, recusam-se participar de eventos a menos que suas exigências sejam atendidas.
Os culpados são os líderes que atraídos pela ganância financeira esperam obter lucros com os gananciosos. Certamente porque muitos pastores, apóstolos e líderes se prostituíram espiritualmente, empolgados com as riquezas deste mundo, sonhando com mansões no litoral brasileiro e nas famosas cidades dos Estados Unidos.
Que posso dizer? Afirmar que alguns desses pastores que apóiam tais cantores e pregadores, juntamente com estes sejam descendentes de Balaão – que se prostituiu e usou de seus dons para ensinar Balaque a armar ciladas para os filhos de Israel – seria ofender o profeta do Antigo Testamento, que por seu pecado foi morto por Josué. Quem sabe possuem o DNA de Judas, ou são da mesma linhagem espiritual que vendem o nosso Senhor em troca das benesses de Mamom. Pedro e Judas descreveram tais cantores, pregadores e pastores com adjetivos pouco recomendáveis, afirmando que estes “andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores…
Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco; tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça… Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas”Por mistificações o apóstolo está se referindo aos que usam dos dons espirituais para se sobrepor aos demais; eles têm dons, são místicos e falam como se uma nuvem de transcendência divina repousasse sobre eles.
Faz-se necessária uma limpeza na igreja, a Casa de Deus, como fizeram Asa e Josafá. Asa tirou de cena sua própria mãe e “removeu os prostitutos cultuais” que usavam o templo como local de prostituição. Josafá ainda precisou intensificar a reforma, porque, de tempos em tempos os aproveitadores da boa vontade do povo; os exploradores da espiritualidade das pessoas, tais como eram os filhos de Eli aparecem na igreja de Deus (1 Rs 15.12; 22.47).
Uma igreja rameira serve de alcova para os exploradores da espiritualidade do povo. E Deus haverá de limpar sua igreja.
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Fonte: Site Pr. João A. de Souza filho via Genizah

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Porque eu odeio a Teologia da Prosperidade I

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Por Leonardo G. Silva – Th.M

Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.

È muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e interesses.

Muitos adeptos dessa teologia são tele-pastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.

Acho que o que esses tele-pastores precisam, além dum bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.

Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo. Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuia: “Mas o que tenho, isso te dou…”

Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava transformar-se em alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram icinerados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.

E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!

Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de telepastores cuja renda mensal ultrapassa a soma de 1 milhão de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.

Definitivamente não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anti-cristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?

Fonte [ Púlpito Cristão ]

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Igrejas turbinadas

Vivemos na época das especializações. O legado da pós-modernidade nos traz de presente, em todo o seu conteúdo, a personalização, ou melhor ainda, a especialização. Não adianta ser simples, tem que haver a especialidade. Sinais dos tempos, diriam uns. Modernidade, diriam outros. Seja o que for, uma coisa é certa: é realidade!
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Ninguém mais procura, por exemplo, um clínico geral. O certo é procurar um especialista em dedo “mindinho” do pé esquerdo, porque se você não tomar cuidado acaba indo num especialista em “dedão” do pé direito. Essa especialização, se formos mais fundo, desembocará, inexoravelmente na individualização. E a individualização leva à arrogância e ao isolamento, assim entramos na roda viva da pós-modernidade. Cada um faz o que quer… compra o que quer… e há mercadorias para todos os gostos. Se alguém pensar hoje em comprar um chocolate verde com sabor de anis numa embalagem amarela, se procurar, encontra. Se não encontrar, entre em contato com o SAC da empresa, isso se você tiver sac. A empresa, pra ganhar um cliente fará o seu chocolate personalizado. Bom isso? Bom! Quando se trata de empresa, sim! Mas quando se trata de igreja…
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Vivemos também a época dos acessórios, que são reflexo da individualidade. Quer um carro básico (do geral), ou vai um acessoriozinho? (do indivíduo). Você quer um modelo de fábrica, que todo mundo pode ter, ou paga-se mais um pouco e tem-se um carro com limpador de para-brisas com dupla borracha e sistema integrado de percepção pluviométrica?
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Como diria o meu amigo e jornalista Fábio Nazareth (a quem devo a idéia do texto), é como comprar na carrocinha de cachorro-quente do Zé. “- É só o pão com ‘salchicha’?(modelo básico), ou a madame quer compreto? (com os acessórios)” Por acessórios entenda-se milho, ervilha, maionese e tantas outras coisas que podem “enriquecer” o sanduíche.
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Uma grande empresa de Fast-Food brasileira (é brasileira, mas é fast e é food) para tentar ganhar o mercado contra a principal rival, que é estrangeira, anuncia que “aqui você monta o sanduíche!” No fim das contas o que importa é oferecer o “algo mais”, ou, na linguagem empresarial, o diferencial da sua empresa. Bom para empresas… ruim para as igrejas…
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Até mulher hoje já não reclama tanto de suas “infelicidades” corporais. Seios pequenos? Turbina neles! Bum-bum “murcho”, a gente ajeita! E saem todas felizes… Sentindo-se Danielles Winnittz e Sheilas Mellos, prontas para serem alvos das mais variadas cantadas, que elas mesmas rejeitam, mas gostam de ouvir. Hoje já não sabemos quais são as originais… Não questiono aqui se mulher deve ou não colocar próteses siliconadas, isso é coisa delas, ninguém se condene naquilo que aprova… Bom para as mulheres? Talvez! Exemplo para as igrejas? Nem tanto…
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Vivemos na geração turbinada: Ser básico não vale; tem que ser “fashion”. Tem que ter algo mais… o diferencial!
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E assim começa (ou continua) o nosso FEBEAIG (FEstival de BEsteiras que Assola as IGrejas), a versão “gospel” do FEBEAPA da época da ditadura, já que tudo (de bom e de ruim) agora tem que ter uma versão “gospelizada”.
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Já não se procura mais um louvor simples. Tem que ser louvor “profético”. Mesmo que o louvor seja dirigido a Deus e que para Deus não se profetize, pois é por Ele e nEle que se encerra toda a profecia, assim vamos nós… o importante é turbinar…
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Já não quero ser um adorador comum, tenho que ser um adorador “levita”, mesmo que essa “casta” já não exista mais. Mesmo que os levitas deixem de existir quando o templo deixa de ser o prédio para ser o corpo e que o sacerdote deixe de ser o líder e todos experimentemos da benção de sermos, nós mesmos, sacerdócio real.
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Já não procuro uma igreja simples, mas uma igreja com “propósitos”. Ora, igreja sem propósitos não é igreja! Se não tem propósitos o que estou fazendo lá? Estou de propósito numa igreja sem propósito? Qual o propósito disso?
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A guerra pelo merchandising de igrejas é algo tétrico. As igrejas se vendem como marcas de cervejas. Uma desce redonda, a outra é a que todo mundo merece, outra é a número um, e por aí vai…
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As igrejas agora acoplam títulos ao seu nome:
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Igreja Tal: a igreja que vive da fé! É lógico que vive da fé. Se não vivesse não servia para ser igreja.
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Igreja X: igreja da comunhão! Se não há comunhão, há igreja ?
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Igreja Y: a Igreja com cara de Leão! Igreja tem que Ter cara é de cordeiro, pois somos entregues á morte todos os dias, como ovelhas para o matadouro… pelo menos é o que a Palavra diz…
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Igreja Fulana: uma igreja da Palavra! Igreja que preza pela palavra não precisa anunciar isso no letreiro, o povo verá. Será uma igreja honrada, cairá na simpatia do povo, ou na perseguição total pela fidelidade que incomoda. Mas não precisa de letreiro luminoso, precisa de gente que brilhe por viver o evangelho. Isso funciona mais que qualquer propaganda.
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Igreja A: uma Igreja que tem Asas de Águia! Igreja não foi chamada pra ter asas de águia, mas pernas de homem. Bem aventurados os PÉS dos que anunciam a paz!! A Palavra diz que é aquele que sai ANDANDO e chorando e plantando a semente… não o que sai voando… A Igreja é chamada de seguidora do Caminho… e é nesse caminho que devemos andar…
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Hoje não há mais simples adoração. Há a “adoração de guerra”, tornando-nos mais belicosos do que já somos… e lutando pela paz.
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Não queremos mais o pastor de ovelhas, mas o Apóstolo das nações.
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Não serve a adoração em espírito e em verdade, só a “adoração extravagante”. Que de extravagante passa a ser extra-vazante, vazando por todos os lados as maiores esquisitices em nome do Deus a quem se deve adorar, não com extravagância, mas com coração contrito e sincero.
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O logos de Deus não faz mais tanto sucesso quanto o rhema da confissão positiva: é a Palavra Turbinada! Só a Palavra não serve… tem que ter a “revelação”.
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Mas… ainda creio que podemos voltar ao cristianismo puro e simples… há mais de 7.000 que não dobraram o joelho ao Baal turbinado.
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Só não quero ver daqui há alguns anos, um comercial onde apareça uma caquética tartaruguinha dizendo: “- Já fiz muito comercial de igreja… mas naquele tempo eles só queriam mesmo era saber de números, de leões, de ursos, águias e outros bichos mais…. mas encheu o SACO!”
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E tá enchendo mesmo!
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Por José Barbosa Junior
Fonte: Crer é também Pensar! [via thiagomendanha]

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7 características de igrejas que cometem abuso espiritual

1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo “cobertura espiritual”, distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos “bispos” de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o “apóstolo” ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo “pastor Fulano”, “bispo X”, “apostolo Y”, etc. Alguns afirmam crer em “teocracia” e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famнlias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

fonte: Emeurgência [via Pavablog]

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